Algumas palavras ;)

Em cada respiração, surge a possibilidade de um novo aspecto de nós mesmos.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

o que me faz querer voltar...

02/08/2010

Hoje, primeiro dia de aula depois das férias de inverno, eu cheguei à sala de aula e sentei no mesmo lugar. Tudo estava como sempre fora, todos reclamando do frio, de ter que vir para a aula novamente e continuar indo por mais quatro meses; a conversa e a bagunça também estavam normais, ou seja, em excesso. Mas em meio a tudo isso, havia algo diferente, um detalhe pequeno para uns e enorme para outros, talvez os dois ao mesmo tempo. Desviei meu olhar levemente para o lado e notei uma classe vazia, um espaço vago entre os demais alunos.

O que acontecera antes?

Memórias alegres, por vezes excessivamente infantis, sorriram para mim, junto com a pessoa que ocupava aquela classe. Sorrisos, segredos, colas, murmúrios, olhares, gritos, ataques de riso, assuntos sérios, palavras sábias, lágrimas... Tudo isso já havia passado por ali.

E o que aconteceria depois?

Não consegui pensar em nada. Não sei o que seria, mas parecia tão vago quanto o espaço em branco na sala e em meu peito.

Quebrando a visão do vazio, um outro colega sentou-se naquele lugar, conversando com uma garota próxima. Olhei para ele e pedi que ficasse sentado ali, pois não gostava de ver aquele lugar vazio à minha frente. A outra colega com quem ele conversara antes comentou que havia pensado a mesma coisa. O professor mandou que o primeiro retornasse ao seu lugar, e foi o que ele fez.

Percebi, olhando para a classe vaga novamente, que mesmo que ele sentasse ali não iria mudar nada, afinal você não pode simplesmente substituir uma pessoa por outra, uma amizade por outra. Nesse caso, seria como substituir um sol por uma vela.

Não importava se ela estivesse calada ou falando demais, aborrecida ou sorridente, interessada na aula ou dormindo nela, estava ali, ocupando qualquer vazio que pudesse existir.

Não querendo pensar, nem sentir, nem sofrer tanto, o substituí eu mesma deixando uma classe vaga no meu lugar anterior, passando o vazio para trás de mim. O que os olhos não veem o coração não sente, não é? Quem disse isso não estava passando pelo que eu passava. O lugar, fisicamente falando, estava preenchido, mas a presença em si continuava ausente.

A cada chamada, respondíamos a mesma cosia: ‘Não vem mais, mudou-se’.

Enfim, mesmo longe em quilômetros, pra sempre comigo ela vai estar, nos sonhos e nos pesadelos, nos momentos tristes e nos alegres, tanto na mente quanto no coração.

PS: Nem sei por que escrevi isso, só sei que me senti mais leve depois que o fiz. ;* (L)



(Jana)Obrigada Bruna, não tenho palavras para descrevero quao emocionada fiquei ao ler isso. Aliás, palavras, por mais bonitas que fossem, não chegaria perto da beleza, simplicidade de uma grande escritora, qual um dia tu serás. Eu ainda fasso parte da vida de vocês, não me deixe fora de nada, Eu ainda sou tudo o que fui, mesmo longe ;)

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