Algumas palavras ;)

Em cada respiração, surge a possibilidade de um novo aspecto de nós mesmos.

segunda-feira, 15 de março de 2010

Proibido! primeiro lugar ;)

Ao entrarmos na fase da adolescência, vemos que existe um mundo nunca antes visto por nós. São pessoas, atitudes e sentimentos novos, um deles é o amor. Nesta época, tudo nos impressiona e nos traz curiosidade. A partir do momento em que os pais limitam as atitudes de seus filhos, como a idade certa para namorar, cria-se uma barreira entre eles. É aí que se iniciam as atividades feitas às escondidas. Se os pais possuem um bom e aberto relacionamento com seus filhos, estes, por sua vez, se sentirão mais seguros com as opiniões deles. Porém, saberão eles mesmos a idade certa para tomarem as decisões. Não acho que neste caso a imposição dos pais deva ser obrigatória, mas uma opinião a ser ouvida e ser levada em consideração na hora do filho decidir o momento que lhe é conveniente namorar.

Adolescentes são muito sensíveis a pressões. Acho que a melhor forma dos pais agirem com eles no caso de rebeldia em relação a namorados e amigos, é os deixar quebrarem a cara! Oriente-nos para que não façamos besteiras que possam destruir nossas vidas, como deixarem-nos engravidar ou mexer com drogas. Sei que estou entrando em um tema pesado, mas é a realidade dos nossos tempos. Fale, repita, fale, repita quantas vezes acharem necessário, e confie no que ensinou! Bater de frente com nós, geralmente piora muito a situação, pois naturalmente deixaremos de confiar em vocês, e vamos se jogar cada vez mais no problema! Faça de sua filha, sua melhor amiga, pois assim, quando ela quebrar a cara pela primeira vez ela jamais esquecerá disso! São poucos os pais que não sentem ciúmes de suas filhas. O ciúme é natural, o problema é quando o pai não controla seus sentimentos e passa a fazer do relacionamento da filha um inferno. Cabe ao filho saber se está preparado para assumir um relacionamento com alguém. Pois ninguém ama outra pessoa pelas qualidades que ela tem, caso contrário os honestos, simpáticos e não fumantes teriam uma fila de pretendentes batendo a porta.

Então senhores pais, querem entender o que é o amor que sua filha tanto fala? Ta ai. O amor não é chegado a fazer contas, não obedece à razão. O verdadeiro amor acontece por simpatia. Ninguém ama outra pessoa porque ela é educada, veste-se bem e é fã do Roberto Carlos. Isso são só referenciais. Ama-se pelo cheiro, pelo mistério, pela paz que o outro lhe dá, ou pelo tormento que provoca. Ama-se pelo tom de voz, pela maneira que os olhos piscam, pela fragilidade que se revela quando menos se espera. Você ama aquela petulante. Eu escrevi dúzias de mensagens que ele não respondeu eu dei flores que ele deixou a seco. Eu gosto do dia e ele da noite, eu gosto de sai e ele prefere fica sozinho comigo, eu abomino Natal e ele detesta o Ano Novo, nem no ódio nós combinamos. Então? Então, que ele tem um jeito de sorrir que me deixa imobilizada, o beijo dele é mais viciante do que LSD, eu adoro brigar com ele e ele adora implicar comigo. Isso tem nome. Eu amo aquele cafajeste. Ele diz que vai e não liga, ele veste o primeiro trapo que encontra no armário. Ele pode não emplaca uma semana nos empregos, pode está sempre duro, pode até ser meio galinha. Ele não tem a menor vocação para príncipe encantado e ainda assim eu não consigo despachá-lo. Quando a mão dele toca minha nuca, me derreto feito manteiga. Ele se acha perfeito, adora animais e vive sempre rodeado de garotas. Por que eu amo este cara? Não pergunte pra mim; você é inteligente. Lê livros, revistas, jornais. Gosta dos filmes de ação, mas sabe que uma boa comédia romântica também tem seu valor. Ele é bonito. Seu cabelo nasceu para ser tocado e seu corpo tem todas as formas para gostar. Independente, emprego fixo, bom saldo no banco. Gosta de viajar, de música, tem loucuras e seus gostos são imbatíveis. E o nosso amor? Ah, o amor, essa raposa. Quem dera o amor não fosse um sentimento, mas uma equação matemática: eu inteligente + ele louco = dois apaixonados. Não funciona assim. Amar não requer conhecimento prévio nem consulta ao SPC. Ama-se justamente pelo que o amor tem de indefinível. (...)

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